Marisa Monte

Para reflexão diária.

Ao Vivo: BandNews FM

Confira uma das minhas participações na Rádio BandNews FM, Belo Horizonte. Aqui, trânsito e aeroportos, com atualização em uma tarde de terça-feira.

Nova Lei de Estágio

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A nova lei de estágio já afetou a vida de 13 milhões e meio de estudantes em todo o Brasil. Segundo o NUBE, Núcleo Brasileiro de Estágios, a redução nas empresas chega a 40 porcento. Isso significa que 60 mil jovens deixaram de conseguir um estágio por causa das alterações na legislação. Confira na reportagem de Admilson Veloso.

Vida & Morte: memórias de cada dia para um final feliz


A Grande questão humana não deve ser a morte. Morrer todos morrem. O verdadeiro sentido está em saber viver. Isso sim, poucos sabem fazer.
Da Vida levarei muito, deixarei mais. A Vida é um ponto. As vezes de exclamação, outras uma vírgula, uma interrogação. Um dia ela será um ponto final. Quando chegar este momento, espero que a história tenha sido válida e alguém que a conheça apareça emocionado e diga: "emocionante"! Assim mesmo, com um ponto de exclamação.
Não quero que, ao final, fique uma interrogação ou uma vírgula, como se estivesse incompleto. Quero, antes, as reticências, para mostrar que algo continua, apesar de não ser necessariamente uma incompletude, mas uma continuação silenciosa.
Da Vida e da morte pouco sei, além desses "pontos" que coloco diariamente para reflexão: é realmente preciso colocar alguma fala depois dos "dois pontos"? Interrogação? Não sei...

O Vento


Imagem: populo.weblog.com.pt

A poesia do vento não pode ser vazia. Ela deve ser discreta e dizer apenas o que o vento é. O vento é o sopro de consciência que vem da imensidão do espaço a procura de repouso. Ele é a simplicidade de um suspiro, com a emoção de uma lágrima. Silenciosa. Apagada.
O vento também é fúria e braveza. A corrigir os erros de quem não soube ser. Ele percorre cada canto dos mais baixos - escondidos, perdidos - recantos. Mas nunca se vai. Jamais fica. É uma corrente que perpassa nossos olhos e nos carrega pela vida. O vento não tem solidão. Quando está só, levanta poeira e a leva com ele.
Queria ser, um dia, como o vento. Para passar por entre seus cabelos e cantar aos teus ouvidos todo o silêncio que me preenche nestes momentos de insensatez. Poderia até acompanhar os teus passos e, depois, apagá-los. Levemente. Vagarosamente. Sentindo o toque de seus pés.
Vou ficar aqui por uns instantes, a espera que algum vento me traga você. Na memória. Quem sabe esse mesmo vento varra para bem longe tudo aquilo que não houve e nos faça ser novos. A cada dia. Quando, logo ao raiar, possamos sentir que o vento não nos abandonou. Talvez, até constatarmos que estamos sós, juntos com o vento e a poeira que não se foram.

Admilson Veloso

Singular


Imagem: lisamishler.com

A linha que percorre o teu corpo é breve, como o pontilhar dos passos na imensidão da praia. É singular, porquê a linha te contorna, mas não te prende. Ela é tênue e, ao mesmo tempo, irreverente, pois sai dos limites que te cercam.
A linearidade que a envolve não a domina. A beleza com a qual te desenharam já não pode ser copiada. É singular. Tão singular quanto minhas palavras ao lado de suas linhas.
Suas linhas que me conduzem a este ponto, pontilhado, partilhado, múltiplo. Perco-me na singularidade de sua imagem. Encontro-me nas lembranças de suas curvas. Iludo-me e depois recaio em consciência. Para mais tarde sonhar com os retângulos, quadrados, e todos os desenhos e figuras geométricas que tentam imitar a sua beleza. Tão singular, tão plural. Isso me encanta.

Admilson Veloso

Verdades Sujas

Google Imagens

... O vaso estava imundo, a privada lotada de degetos que não foram aproveitados.
Cheio/cheiro de idéias perdidas, liberadas durante a descarga feita pelo sistema, que corrompe e seleciona.
Quantos bons pedaços dentro daquele ralo, a escorrer por entre os canos, do esgoto cultural.
O que farão com tudo isso? Será que vão tratar em um reservatório intelectual para que possamos beber e comer em uma festa hipócrita ou consumir em formato de novas mídias?
Isso me causa vômitos. Não vômitos de cultura ou de arte, mas um desejo de jorrar com toda a impugnância um monte de merda sobre a cabeça desses anódinos putrificados...


Admilson Veloso

Qualquer Loucura

Google Imagens

Senhoras e Senhores,
Um momento de atenção, por favor.

Hoje eu senti um forte desejo de fazer algo diferente. Tive a vontade de sentar aqui, neste lugar onde comecei a escrever ainda há pouco, e dizer por esta mensagem alguma coisa que nunca tinha dito. Olhei para o lado, para o alto, observei o casal que namorava logo ali, no banquinho de lá, li o texto do maço de cigarro que alguém jogou no chão, mas nada me inspirou.
Nada me inspirou, até o momento em que as formigas subiram pelas minhas pernas e eu precisei sair correndo. Isso não é engraçado, nem quero ser. Eu só queria mesmo escrever algo de incomum, para mostrar meu lado Real. Contudo, só consegui rabiscar estas palavras, que não surpreendem, não emocionam e nem falam nada, mas dizem muito de mim.
Algum dia desses vou fazer qualquer loucura, como escrever um palavrão e mandar alguém se danar. Por enquanto, Senhoras e Senhores, fico com a sensatez e o pudor que as tuas vidas antiquadas e mentirosas exigem. Mas esperem até eu ter coragem de lhes enfiar a caneta (no olho) e lhes fazer enxergar as formigas que vossas senhorias pisam (as mesmas que mordem os pés?).

Admilson Veloso