Mistério

Escuros,
Como uma nuvem,
Em tarde de chuva - densa,
Estavam meus pensamentos,
A procura de uma explicação - lógica,
Cronológica - mente programados,
Para entender tuas explicações,
Depois do amanhecer.

Depois do amanhecer,
Você não apareceu,
O que veio foi a saudade,
Visitar meus pensamentos,
Em manhã densa - de chuva,
Como uma nuvem escura,
Natural - mente.

Naturalmente,
Você voltará - densa,
Como a chuva,
Em dia ainda escuro,
A procura de um abrigo - seguro,
Para a saudade.

Para a saudade,
Não há, naturalmente, amanhecer,
O que há são pensamentos - densos,
Carregados de Você,
Como a lógica da mente - chuva, de Mistérios.

Poetas


Escrevo para aliviar as dores da Alma. Porquê, entenda bem meu nobre amigo, as aflições dos poetas não passam com antidepressivos. O que cura nossa dor é um pouco de álcool, uma caneta e um pedaço de papel. Poetas são como loucos, nunca sabem bem o que dizem nem porque dizem, mas mesmo assim insistem em dizer.
É um vício, um ócio, um ácido a corromper nossas entranhas. Poetas não são de pedra, são de ferro, e se corroem com as lágrimas - como a brisa do mar. E isso nos dá um prazer enorme. Um gozo que não se explica, nem se traduz. Nossas loucuras são puras, nossa insanidade nos alimenta, diariamente, com um pouco de esperança. Não queremos ser curados, apenas esvaziar, dia após dia, a bagagem de palavras que se acumulou de alguma desilusão.
Poetas são amantes, estúpidos, caricatos, depravados. São gente que vive no mundo da lua. Eu sou poeta, meu Deus!

Estações


Do lado de cá, estávamos nós, a sonhar com outro verão. Porque as estações se vão com as pessoas? Era melhor se os amores permanecessem, pelo menos em cada inverno, para aquecer novamente os olhos dos tristes amantes.
Neste verão, você se vai e eu ficarei tão só, a espera de outra estação mais feliz. O nosso trem não passou, ele está com as andorinhas, em círculo, pelo ares da primavera que arrancou as flores de minhas mãos.
O gelo será quebrado e as paredes não resistirão ao vento gelado que sairá por entre esses vazios. Os vazios são sempre gelados. Quando você não está para preencher meu coração. Mas quem sabe, noutro outono, tudo será diferente. Sem melancolia, sem amor, sem poesia, sem nada...
Apenas nós, como as andorinhas que sempre voltam a se encontrar nesta dança clássica. Resistiremos as estações?

Lunáticos


Meu Amor, não se encante tanto com meus sonhos, pois eles são só um disfarse para o que eu realmente quero. Não se ilude com as minhas promessas nem acredite que vou te amar pra sempre. Tudo isso é só uma forma de estar mais perto, mais certo, mais crédito.
Olha bem, não é que eu não te queira bem, mas meu mundo é maior do que qualquer solidão. Na verdade eu só não sei querer-te assim, como se os segundos fosses eternos. Os segundos passam, as horas vêm e eu preciso ir. Pois, é lá, depois de cada montanha, que está a minha esperança. Ela me chama. Você vem?
Não me acompanhe sempre, a menos que queira chorar comigo atrás da árvore. Sabe meu amor, mais uma coisa tenho a te dizer, a lua me consola em noites espassas de pouca companhia, e isso é bom. Se me entendes dessa forma, saberás que o meu amor será eterno, em cada ciclo de lua cheia, até que novamente se renove em outro olhar, pra sempre...

Marisa Monte

Para reflexão diária.

Ao Vivo: BandNews FM

Confira uma das minhas participações na Rádio BandNews FM, Belo Horizonte. Aqui, trânsito e aeroportos, com atualização em uma tarde de terça-feira.

Nova Lei de Estágio

http://

A nova lei de estágio já afetou a vida de 13 milhões e meio de estudantes em todo o Brasil. Segundo o NUBE, Núcleo Brasileiro de Estágios, a redução nas empresas chega a 40 porcento. Isso significa que 60 mil jovens deixaram de conseguir um estágio por causa das alterações na legislação. Confira na reportagem de Admilson Veloso.

Vida & Morte: memórias de cada dia para um final feliz


A Grande questão humana não deve ser a morte. Morrer todos morrem. O verdadeiro sentido está em saber viver. Isso sim, poucos sabem fazer.
Da Vida levarei muito, deixarei mais. A Vida é um ponto. As vezes de exclamação, outras uma vírgula, uma interrogação. Um dia ela será um ponto final. Quando chegar este momento, espero que a história tenha sido válida e alguém que a conheça apareça emocionado e diga: "emocionante"! Assim mesmo, com um ponto de exclamação.
Não quero que, ao final, fique uma interrogação ou uma vírgula, como se estivesse incompleto. Quero, antes, as reticências, para mostrar que algo continua, apesar de não ser necessariamente uma incompletude, mas uma continuação silenciosa.
Da Vida e da morte pouco sei, além desses "pontos" que coloco diariamente para reflexão: é realmente preciso colocar alguma fala depois dos "dois pontos"? Interrogação? Não sei...