
Não é de areia que se fazem os sonhos, como os castelos a beira-mar. Tampouco a poesia, pois ela tem muito a ver com os sonhos. Certa vez sonhei que era poeta. Outro dia quis fazer um sonho. A massa passou do ponto e minhas palavras se perderam. Mas continuo a tentar compor, neste esforço de criação, por alguma página de emoção. Só não me condene se em meio a tantas melodias perversas eu disser algo profano, como Amor e Solidão. Faz parte da minha arte de labutar: praxis humana.